sábado, 10 de junho de 2006

De volta

O Casa Proença, do amigo Giancarlo, volta à lista de blogues amigos aí do lado. O autor venceu a preguiça e voltou a escrever. Recomendado aos leitores do Bobagera.

terça-feira, 6 de junho de 2006

Graduação

A educação brasileira é deficiente, em parte, porque os professores têm formação deficiente. E isso acontece, também em parte, porque muitos professores universitários de universidades públicas - responsáveis pela formação da massa dos profissionais do ensino fundamental e médio - não dão importância aos cursos de graduação. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encerrou ontem seu Censo Bibliográfico da Graduação. Trata-se de uma pesquisa entre os professores dos cursos de graduação da UFSC para que indiquem os livros a serem comprados para os acervos da instituição. Pois apenas 20% dos professores responderam. E quem usa as bibliotecas da UFSC sabe que a razão disso não é a abundância de livros. É puro descaso com a graduação. A maioria dos professores prefere dedicar-se à pesquisa, disputando assim algumas verbinhas federais extras. Isso resulta num grande volume de papers, mas não necessariamente em retorno à sociedade.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

A Ilha

Entre março e maio deste ano publiquei, inicialmente no +D1, depois aqui, a série de ficção A Ilha, em 24 minicapítulos, especialmente para um blogue. Minha amiga Ana Paula Luckman, em comentário a um dos primeiros posts da série, sugeriu que eu publicasse os textos em papel. Acabei de fazer quase isso. Seguindo uma dica de outro amigo, o jornalista Alexandre Gonçalves, coloquei um linque aí do lado, na lista de Dicas, que abre um arquivo em formato pdf com o texto integral de A Ilha. Agora é possível baixar o texto inteiro no computador ou imprimir. Reproduções são permitidas, desde que citado o autor.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Bonde

Depois de três anos de uma briga entre a cidade de Florianópolis e o sistema de transporte coletivo, o governo decidiu pensar a sério - aparentemente - numa alternativa. O transporte público da capital catarinense depende hoje totalmente dos ônibus (com exceção de uma pequena comunidade da Costa da Lagoa, onde há um serviço público de barcos). Nos anos 1990, A prefeitura tentou implantar um sistema complementar de transporte marítimo - afinal a maior parte da cidade está instalada numa ilha. Mas o tal sistema não se viabilizou e, mesmo que tivesse sucesso, não resolveria os problemas de ineficiência do transporte municipal. De acordo com matéria publicada hoje no AN Capital, estudos para implantação de uma rede de veículos leves sobre trilhos (VLT, vulgo bonde), deve estar pronta até o fim do ano. Comum em cidades européias de porte médio, o bonde entraria em funcionamento, numa previsão otimista, em 2010.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Servidores...

Depois funcionário público não quer ter má fama. Chego depois do almoço à Biblioteca Pública do Estado, onde pretendia fazer uma pesquisa em jornais antigos para o meu trabalho de conclusão de curso, e dou com a cara na porta. Um cartaz avisa (pelo menos isso): "a Biblioteca Pública estará fechada a partir das 13 horas para reunião de seus servidores, voltando a abrir quando a reunião terminar". Tudo bem, o pobre do usuário que espere, afinal os servidores não estão aí para servir, mesmo, não é? Já tiveram a idéia de fazer reuniões em dois turnos, ou então fora do horário de expediente externo?

quarta-feira, 24 de maio de 2006

O dinheiro das cidades

Matéria do colega Lúcio Lambranho, capa do Jornal do Brasil de hoje, mostra que dois terços das verbas repassadas pelo governo federal aos municípios (cerca de R$ 66 bilhões por ano) acabam desviados. Comentei o assunto também no +D1.

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Acidentes de trabalho

Certas profissões são mais perigosas do que parecem e o imponderável (podem chamar de sorte ou azar) pode ser a diferença entre a vida e a morte. Um catador de papel morreu numa rua de São José, na Grande Florianópolis, de uma forma absurda. Foi levemente ferido num atropelamento e socorrido pelo motorista envolvido no acidente. Estava na calçada aguardando atendimento dos bombeiros quando outro carro bateu no veículo estacionado e o arremessou contra o pobre coitado. Atropelado duas vezes, não resistiu.

Ontem, o operário Osvaldo Kunz, de 49 anos, teve mais sorte (ou menos azar). Trabalhava no conserto do telhado de uma escola quando caiu num local inacessível aos socorristas do Serviço de Atendimento Mérico de Urgência (Samu) e teve traumatismo craniano. Foi içado por um helicóptero da PM até o campo de futebol da escola, onde a ambulância o aguardava para levá-lo ao hospital. Sobreviveu.