terça-feira, 13 de junho de 2006

Copa do Mundo

Nem vou falar do 1 a 0 do Brasil sobre a Croácia hoje. Nem mesmo para dizer que acertei o placar (achei que o gol seria da Croácia, mas isso não vem ao caso). Agora, por conta da tal tabela que vou preenchendo aqui em casa a cada jogo, tenho acompanhado a maioria dos jogos e me arrisco até a algumas opiniões. Por exemplo: já não seria tempo de reduzir a proporção de seleções européias na Copa do Mundo? É de se pensar nisso quando assistir Coréia do Sul x Togo (já ouviu falar de Togo, um risquinho na costa ocidental da África?) é um espetáculo mais interesante que França x Suíça. A Europa tem em seus campos o melhor futebol do mundo, mas os melhores jogadores não são os europeus. Ter 14 equipes européias entre as 32 seleções começa a parecer demais.

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Copa em quadrículas

Estou começando a ficar preocupado com uma coisa. Desconfio que sofro de um transtorno obsessivo-compusivo (TOC) - colocar sigla em doença já é, em si, uma doença - que me compele a preencher formulários. Sou do tipo que faz a própria declaração de imposto de renda - e da esposa - todo ano. Participo sempre daquelas promoções que você recebe pelo correio, tem que preencher uma porção de quadrículas com letras de fôrma e procurar uma caixa de correio para enfiar o envelope com porte pago. Quando criança, tinha um caderninho em que anotava a pontuação dos pilotos de Fórmula 1 prova a prova, somava o desempenho e ainda fazia cálculos de probabilidades. Agora a Cléia me fez o favor de colocar na parede uma tabela da Copa. Assim que termina cada jogo sou compelido a anotar o resultado e os pontos da partida. E eu, que nem sou muito de acompanhar futebol, saí hoje com um radinho para saber o resultado de República Tcheca x Estados Unidos. E ainda levei uma outra tabelinha, de bolso, para anotar na hora que o radinho informasse o resultado. Será que é sério?

domingo, 11 de junho de 2006

Educação e Energia

De acordo com o colunista Kennedy Alencar, da Folha, esses seriam os dois principais motes de um eventual segundo governo Lula. É uma boa notícia.

sábado, 10 de junho de 2006

De volta

O Casa Proença, do amigo Giancarlo, volta à lista de blogues amigos aí do lado. O autor venceu a preguiça e voltou a escrever. Recomendado aos leitores do Bobagera.

terça-feira, 6 de junho de 2006

Graduação

A educação brasileira é deficiente, em parte, porque os professores têm formação deficiente. E isso acontece, também em parte, porque muitos professores universitários de universidades públicas - responsáveis pela formação da massa dos profissionais do ensino fundamental e médio - não dão importância aos cursos de graduação. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encerrou ontem seu Censo Bibliográfico da Graduação. Trata-se de uma pesquisa entre os professores dos cursos de graduação da UFSC para que indiquem os livros a serem comprados para os acervos da instituição. Pois apenas 20% dos professores responderam. E quem usa as bibliotecas da UFSC sabe que a razão disso não é a abundância de livros. É puro descaso com a graduação. A maioria dos professores prefere dedicar-se à pesquisa, disputando assim algumas verbinhas federais extras. Isso resulta num grande volume de papers, mas não necessariamente em retorno à sociedade.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

A Ilha

Entre março e maio deste ano publiquei, inicialmente no +D1, depois aqui, a série de ficção A Ilha, em 24 minicapítulos, especialmente para um blogue. Minha amiga Ana Paula Luckman, em comentário a um dos primeiros posts da série, sugeriu que eu publicasse os textos em papel. Acabei de fazer quase isso. Seguindo uma dica de outro amigo, o jornalista Alexandre Gonçalves, coloquei um linque aí do lado, na lista de Dicas, que abre um arquivo em formato pdf com o texto integral de A Ilha. Agora é possível baixar o texto inteiro no computador ou imprimir. Reproduções são permitidas, desde que citado o autor.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Bonde

Depois de três anos de uma briga entre a cidade de Florianópolis e o sistema de transporte coletivo, o governo decidiu pensar a sério - aparentemente - numa alternativa. O transporte público da capital catarinense depende hoje totalmente dos ônibus (com exceção de uma pequena comunidade da Costa da Lagoa, onde há um serviço público de barcos). Nos anos 1990, A prefeitura tentou implantar um sistema complementar de transporte marítimo - afinal a maior parte da cidade está instalada numa ilha. Mas o tal sistema não se viabilizou e, mesmo que tivesse sucesso, não resolveria os problemas de ineficiência do transporte municipal. De acordo com matéria publicada hoje no AN Capital, estudos para implantação de uma rede de veículos leves sobre trilhos (VLT, vulgo bonde), deve estar pronta até o fim do ano. Comum em cidades européias de porte médio, o bonde entraria em funcionamento, numa previsão otimista, em 2010.