terça-feira, 24 de outubro de 2006

Cegonha

Cris Fontinha fez belas fotos da mãe do Xavier.

Joaquina

A Ilha - tempestades

Parte 1

II

A tempestade já havia se transformado no furacão Joaquina, o segundo a atingir o litoral do Estado de Santa Catarina em menos de três anos, numa área onde esse fenômeno nunca havia sido registrado até 2004. Mas diferente do antecessor, o Catarina, que atingiu uma região menos povoada ao sul, desta vez o furacão se dirige direto à ilha-capital Florianópolis. O motorista terá que deixar Ian Kalvelage rapidamente no aeroporto e retornar a tempo de não ser colhido no caminho pela tempestade.

O geólogo não vai tomar nenhum avião. Os vôos foram suspensos. A meta da viagem é a estação meteorológica do aeroporto, onde Kalvelage pretende estar quando o olho do furacão atravessar a planície entremares, que corta o sul da ilha no sentido leste-oeste, entre a longa praia do Campeche e a área do aeroporto. Doutor em Climatologia, a missão de Kavelaage é estudar o fenômeno, a serviço do instituto holandês Neederlandsche Geocitoyeerde Oast Compagnie (NGOC).

Se os aviões estivessem na pista do aeroporto...

domingo, 22 de outubro de 2006

Rush

A Ilha - tempestades

Parte 1

I

O automóvel corre veloz pela Via Expressa Sul, ignorando os sinais vermelhos. O motorista recebeu um bom pagamento - em euros - para fazer uma viagem arriscada. O geólogo Ian Kalvelage, holandês de origem alemã, não conhecia Florianópolis. Tira os olhos por um momento do notebook e olha pela janela, mas não pode fazer qualquer julgamento sobre a cidade. Não do banco traseiro de um Citröen C3 a 120 quilômetros por hora e com pouca luz do lado de fora. O céu de fim de tarde está escurecido por nuvens e chuva.

O vento é cada vez mais forte. Apesar do horário do rush, não há outros veículos à vista. Alertas foram dados na tarde do dia anterior sobre a perigosa aproximação de um ciclone extra-tropical. A experiência traumática com esse tipo de fenômeno está bem viva na memória dos habitantes locais. Não faz três anos que algo assim passou bem perto. Numa cidade em que todos estão com medo, Kalvelage é o único a ir voluntariamente de encontro ao monstro.

A tempestade já havia se transformado...

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

A Ilha – segunda temporada

Acabei de escrever Tempestades, a "segunda temporada" de A Ilha. Explico. Entre março e maio deste ano, publiquei uma série de ficção científica no blogue coletivo +D1 (republicada depois no Bobagera). A idéia era escrever uma história em formato específico para publicação num blogue, ao longo de certo tempo. O texto foi dividido em 24 minicapítulos (dois ou três parágrafos cada), publicados como posts. Eles estão disponíveis na seção Ficção, no menu ao lado.

O desafio era comprimir a informação em textos curtos e ao mesmo tempo manter a história atrativa. Alguns amigos gostaram e até pediram uma continuação. Então taí. O formato é o mesmo da série original. Mas há uma nova história e um novo desafio. A Ilha - Tempestades começa neste domingo. Os minicapítulos entrarão de dois em dois dias, porque Bobagera não é só ficção.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

piauí

Recebi ontem o primeiro exemplar da revista piauí, a primeira que assino antes mesmo de folhear o primeiro exemplar. Não costumo comprar desse jeito, mas as credenciais da revista, o artigo de Sérgio Rodrigues no saite no mínimo e o texto de João Moreira Salles sobre Roberto Jefferson me convenceram. Comecei a ler o número de estréia e confirmei o bom investimento.

Num momento em que a modernização gráfica e editorial deixou as principais revistas muito parecidas umas com as outras, piauí lançou-se ao mar apostando numa fórmula antiquada: formato grande, papel fosco. E bons textos - bota ousadia nisso - como principal atrativo. Corre o grande risco de virar um produto cult, lido só por jornalistas e intelectuais - ou metidos a tal. Mas o risco vale a pena. Mário Sérgio Conti e João Moreira Salles criaram uma revista moderna, de tão antiquada.

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Blog Latino

A agência de notícias alemã Deutsche Welle enviou três repórters à América do Sul para reportagens especiais sobre quatro países: Brasil, Chile, Venezuela e Bolívia. A parte brasileira está a cargo de Geraldo Hoffmann, brasileiro que vive há 14 anos na Alemanha. Geraldo nasceu em Antônio Carlos, cidade a 30 quilômetros de Florianópolis e com 7 mil habintantes – a maioria, como ele, descendente de imigrantes alemães chegados ao Brasil no século 19.

Foi um dos mais brilhantes alunos do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Aproveitando as circunstâncias familiares e o gosto por viajar, mudou-se para a Alemanha ainda com poucos anos de formado. Ralou muito por lá e hoje trabalha em Bonn (cidade simpática, de 300 mil habitantes, que foi capital da antiga Alemanha Ocidental), na Deutsche Welle. A aventura de Geraldo e dos outros dois repórteres pode ser acompanhada no Blog Latino, que tem ainda uma versão exclusiva para a perna brasileira do projeto.

Mais comentários sobre o assunto nos blogues DVeras em Rede e Coluna Extra.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Notícias do Xavier

O pequeno Xavier (27 cm, 425 gramas) passou com nota dez no quarto exame de ultra-som. Bem no meio da gravidez, esse exame é chamado de morfológico e verifica como estão se formando os órgãos vitais e o esqueleto do rapazinho. De vez em quando ele precisou ser sacudido para mostrar melhor um braço ou uma perna (sacanagem, né?). Cérebro, coração, estômago, dedos das mãos e dos pés, pernas, braços, coluna vertebral, tudo foi vistoriado.

E está tudo conforme o que se espera de um sujeito dessa idade (quatro meses e meio de gestação). Daqui para frente, não é mais necessário verificar se há algum problema com o menino (o que é um alívio, devo admitir). Ele vai passar por mais dois ultra-sons. Um deles com seis meses e meio, para acompanhar o crescimento, e o outro no fim da gravidez, para preparar o parto. Mamãe Cléia segue numa gravidez tranqüila, sem sobressaltos nem enjôos.