terça-feira, 14 de novembro de 2006

Gabo

A Record acaba de lançar uma coletânea dos textos de não-ficção escritos por Gabriel Garcia Marquez desde os anos 1940. São cinco volumes (e bota volume nisso). Aceito como presente de Natal. Cada livro custa R$ 82,90, com exceção do volume 4 (Reportagens Políticas), por R$ 39,90. O autor de Cem Anos de Solidão produziu alguns de seus melhores textos como repórter e redador do jornal El Universal. Relato de um Náufrago, por exemplo, um de seus melhores livros, é resultado de uma série publicada no diário colombiano. Mestre Gabo merece reverência escrevendo ficção ou jornalismo, áreas que nem sempre têm fronteiras bem definidas - para o bem e para o mal.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Heloísa Helena

Logo depois das eleições, o escrachado blogue Kibe Loco causou polêmica (mais uma) ao publicar uma montagem simulando uma capa da Playboy com a senadora Heloísa Helena (Psol-AL), ex-candidata à Presidência da República. Agora a própria Playboy perguntou a três fotógrafos como seria um ensaio com a senadora. A imagem acima é a ilustração para a reportagem, feita pelo chargista Baptistão. Será que ela vai chorar de novo?

Caixa

A Ilha - tempestades

Parte 2

I

O padre Alfredo Schmitt esperava encontrar um homem rude, àspero, inculto e mal-educado. E o delegado César Pacheco esperava um homem de batina. O delegado federal usava terno e gravata, recebeu educada e amistosamente o jesuíta, pediu que se sentasse e ofereceu água, chá ou café. O religioso parecia mais um professor de escola - o que de fato era - do que um padre, vestindo calça jeans, uma camisa clara e óculos. Também parecia mais jovem do que imaginara o delegado.

- Antes de mais nada, padre, quero dizer que o senhor está aqui para nos ajudar nesse caso. Neste momento, não há qualquer suspeição pesando sobre o senhor ou sua ordem religiosa. Os padres inacianos são parte interessada na investigação e esperamos que nos ajudem. Fui claro?
- Muito claro, delegado. Confesso que isso me tranqüiliza. Nunca estive nessa situação e admito que, espero que o senhor não se ofenda, imaginei que poderia haver alguma hostilidade.
- Não se preocupe, estou habituado a isso. A primeira coisa que quero lhe perguntar é: o que exatamente havia naquela caixa?

Pode ter sido só um arrombamento...

sábado, 11 de novembro de 2006

Ficção

Encerrei na quinta-feira, dia 9, a publicação na Parte 1 da série de ficção A Ilha - tempestades. A origem da história é a série de ficção científica A Ilha, publicada entre março e maio desde ano no blogue coletivo +D1 e disponível na lista de linques aí ao lado, na seção Ficção. A história original se passa num futuro próximo, em que um desastre ecológico causado pelo aquecimento global provoca o colapso da cidade instalada na Ilha de Santa Catarina.

Amigos sugeriram uma continuação de A Ilha e encarei o desafio de escrever uma "segunda temporada". Mas não se trata de uma continuação da história no tempo. Tempestades se passa no presente, antes dos eventos da série original. A história gira em torno de uma caixa encontrada nos destroços do naufrágio de um navio do século 18. Ainda pretendo escrever uma "terceira temporada" ambientada no passado, fechando o círculo.

A Parte 2 de A Ilha - tempestades começa na segunda-feira, dia 13.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Shopping

Dona Cléia Schmitz, doravante conhecida como a mãe do Xavier, inaugurou há poucos dias o Blog do Varejo, utilizando a experiência como jornalista de uma revista voltada para esse segmento da economia. Para não dizer que estou fazendo propaganda só porque a distinta é minha mulher, colaborei hoje com um post sobre a inauguração de um novo shopping center em Florianópolis. É bom precaver os que têm estômago fraco. É uma história um tanto nojenta. Mas vai lá.

Alarme

A Ilha - tempestades

Parte 1

X

Estudantes que dirigiam-se às salas de aula, no início da manhã, estranharam a presença de uma picape Ford Ranger preta, com inscrições amarelas da Polícia Federal, no estacionamento ao lado do Museu Universitário. Um pequeno grupo de curiosos e funcionários tumultuava a entrada do prédio e havia um nítido clima de agitação. Policiais estavam lá dentro, examinando um dos laboratórios do novo anexo.

– Não havia alarme no prédio? - perguntou o delegado federal César Pacheco.
– Sim, mas parece que faltou energia durante a noite, acho que não chegou a disparar – respondeu o diretor do museu, em crise de taquicardia.
– Sentiram falta de mais alguma coisa?
– Até agora não, fizeram alguma bagunça aqui e ali, mas parece que só levaram mesmo o material da sala da professora Vilma.

A historiadora havia informado o roubo ao pró-reitor de pesquisa da Universidade, que imediatamente acionou a Polícia Federal. A caixa de metal havia sumido, com todo o conteúdo.

Parte 2