terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Para não ficar triste

Mauro Sampaio*

Não são poucos os que gostariam de desaparecer nas festas de Natal e Ano Novo. O frejo do consumo, o reencontro com amigos e familiares, a ceia, a troca de presentes, os fogos, a gritaria, os abraços e beijos, as promessas e esperanças renovadas causam um efeito indesejado. Ao invés de êxtase, tristeza.
É difícil encontrar uma resposta para esse revertério psicológico. Nem uma boa análise cura. O que atenua é saber que não se é o único no planeta a ficar triste quando parece decretado que todos devem estar felizes. O mesmo sintoma ocorre no Carnaval. Embora um momento seja para expressar a fé (aparentemente) e o outro, desregramento, ambos reúnem pessoas e envolvem toda a coletividade.
O congraçamento universal incomoda involuntariamente um grande grupo, que gostaria de seguir seu ritmo de vida sem recesso para troca de gentilezas muitas vezes fingidas. O Natal e o Ano Novo chegam a deprimir pessoas. Praticamente ninguém consegue se esconder nessa época. O retiro ficou para o Carnaval e quem o faz normalmente são os padres e pastores.
Papai Noel bem poderia esquecer uma vez na vida de fazer ho-ho-ho. O mundo ocidental bem poderia esquecer uma vez na vida que o ano passou e está na hora de trocar o calendário. Indo, sem translação, como a estrela que vaga anos-luz da Terra. Uma nova experiência entre a humanidade e sua nave.
Impossível desejo que se faz quando é chegada a hora de dizer feliz Natal e feliz Ano Novo. Para não ficar triste, só há um jeito: participar de coração aberto desse faz-de-conta que a vida proporciona. Fechar os olhos e acreditar em coisas boas. Abraçar e se deixar abraçar. Desejar bem aos outros. Chorar, se não tiver jeito. Mas jamais dizer que está triste. Vai passar.
*Jornalista nascido em Teresina (PI), trabalha (mesmo) no Congresso Nacional.

domingo, 16 de dezembro de 2007

O hífen

Uma das coisas interessantes de trabalhar como editor é a tarefa de cuidar de detalhes de como as pessoas escrevem. Uma de minhas manias é provocar alguma polêmica com esses detalhes. Uma boa fonte de polêmicas inúteis desse tipo é o uso do hífen.

Uma regra simples: ar condicionado (sem hífen) é exatamente o que sugere a expressão. Uma determinada porção de ar "condicionada", submetida a condições controladas de temperatura. Já ar-condicionado (com hífen) é o equipamento que condiciona o ar.

Assim, por exemplo:
Um só ar-condicionado central permite que as cinco salas tenham ar condicionado.

E quando se usa "aparelho de ar condicionado"? Defendo que se escreva assim, sem hífen, mas uma colega discordou. Afinal, a expressão não se refere ao aparelho? Então, pela regra, o correto não seria usar ar-condicionado, com hífen?

Vamos substituir "ar-condicionado" por "condicionador de ar".

Aparelho de ar-condicionado
Aparelho de condicionador de ar.

Não parece que a última expressão se refere a uma peça ou acessório do aparelho, e não ao próprio?

Agora vamos substituir "ar condicionado" por "ambiente refrigerado"

Aparelho de ar condicionado
Aparelho de ambiente refrigerado.

Agora parece a mesma coisa. Ou viajei?

De todo modo, há uma regra básica para o uso do hífen. O tracinho só é usado quando se pretende juntar duas ou mais palavras para criar uma nova, com sentido diferente das palavras que foram usadas na composição. "Pé-de-moleque" não tem nada a ver com a extremidade da perna de um rapazinho. É um doce.
Se uma expressão indica exatamente o que dizem as palavras que a compõe, então não há por que usar hífen. Dona de casa é o exemplo clássico. A expressão se refere exatamente a uma mulher que é dona de uma casa. Nada de hífen, então. Essa regrinha básica resolve a maioria dos casos. Inclusive o do ar-condicionado.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Meebo

Certo, não vou mais pedir desculpas por não atualizar este blogue com mais freqüência.

Na tentativa de voltar a ficar mais "conectado", voltei a fazer uma ronda nos blogues de amigos. E achei uma coisa muito legal no Coluna Extra, do Alexandre Gonçalves. É o Meebo, um serviço web (funciona num saite, não é preciso baixar programa algum), que permite usar ao mesmo tempo, numa só janela, serviços de mensagens instantâneas como o Messenger (Microsoft), G Talk (Google), AIM (AOL) e Yahoo! Messenger. E nem é preciso cadastrar-se, basta inserir os nomes de usuários e senhas dos serviços em que você já é cadastrado. O Coluna Extra tem mais detalhes.

domingo, 18 de novembro de 2007

Ainda jornalista, agora na web

Mudei de emprego no início de novembro e é uma vergonha que só agora tenha conseguido contar isso no blogue. Explico. É que deixei de fazer jornalismo impresso propriamente dito para encarar um novidade para mim: a implantação da versão web de um jornal. Pode um cara que trabalha com jornalismo on line manter seu próprio blogue inativo? Francamente.

Continuo tendo como empregador o Grupo RBS, mas mudei de função e local de trabalho. Troquei o cargo de repórter da sucursal de Florianópolis do jornal A Notícia pela de editor assistente do diario.com.br, a nova versão web do Diário Catarinense, que ainda não está na rede. Estou passando por um período de treinamento. A próxima fase é a de testes.

Sou o cara mais off da equipe, como diz meu chefe, o editor-executivo Fabiano Melato. Além de não ter experiência profissional com jornalismo on line (o mais próximo disso foi o Bobagera), estou entrando no projeto vindo de fora do jornal. Quase todos os outros membros da equipe já tinham experiência em trabalhar com portais de informação, ou estavam na redação do DC.

O mais legal é que vou assumindo aos poucos as funções mais tipicamente on line do projeto, como o gerenciamento dos recursos de interatividade do portal e a interação com o leitor. Também pretendo participar dos projetos de blogues do jornal (pelo menos nisso tenho algum know-how mínimo). É muita coisa nova e isso é estimulante.

O projeto do diario.com.br é uma duplicação do zerohora.com, que estreou em 19 de setembro. A idéia que está por trás do portal é uma tendência dos grandes jornais do Brasil e do mundo: unir a agilidade e o potencial de interatividade da internet à credibilidade do jornal impresso. A RBS pretende implantar portais semelhantes para cada um de seus oito jornais.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Retorno

O blogue passou um tempo hibernando, mas está retornando aos poucos. Mudei o visual e revisei a lista de linques, reduzindo-a aos saites que realmente ainda estão ativos e que ainda mantém o interesse deste que vos escreve. Novas mudanças virão. Durante os últimos meses de hibernação, o Bobagera transmutou-se em Bebegera, ocupando-se apenas de publicar as fotos do nem tão pequeno assim Xavier. Nâo se preocupem, elas continuarão aparecendo no blogue. Aguardem novidades.