Minha relação com esse blog pode ser definida como de negligência. Começo a escrever e sempre o abandono, o deixo à deriva, até que retorno a blogosfera e o resgato novamente de sua órbita errante. Nesses momentos, costumo mudar o layout, como fiz agora.
Em geral, isso significa uma de duas coisas. Ou uma vontade de mudar ou uma mudança de fato na minha vida. Nos últimos 12 meses, houve algumas dessas alterações de rumo, pouco documentadas aqui. As últimas, porém, merecem registro.
Estou mudando de emprego pela segunda vez em menos de um ano, mas em condições bem diferentes da anterior - o que quer dizer que estou mais feliz. Fui convocado para assumir uma vaga de assessor de imprensa na Udesc. Por isso saí do jornal Notícias do Dia, onde era editor de Cidade. Estou aproveitando uns dias de férias, antes de assumir o novo posto.
Estava há algum tempo cansado do trabalho em redações e o novo trabalho sinceramente me anima. Sempre tive interesse pela área de divulgação científica, mas nunca tive oportunidade de trabalhar diretamente com isso. Agora talvez tenha. Mais notícias em breve.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Tempo
Einstein sabia o quanto estava certo quando disse que o tempo é relativo. Tão relativo quanto opressor. Por que nos esforçamos tanto para nos tornarmos escravos do tempo, então. Domá-lo, fazê-lo trabalhar a favor, e não contra você, atualmente me parece o segredo da felicidade.
Divagação? Pode ser. É que acabo de ler Isaac Asimov.
domingo, 25 de abril de 2010
A minha antiga escola fechou
Foi esse o título que dei a uma das matérias do jornal que editei na sexta-feira. E era realmente a minha antiga escola, uma das três que foram fechadas pelo governo nos últimos tempos na cidade. A cada dois anos volto lá para votar – propositadamente nunca informei à Justiça Eleitoral minhas mudanças de endereço. Revejo as salas de aula – reformadas, um pouco profanadas por um pano seco passado sobre a poeira da memória – e o pátio onde antigamente hasteava-se a bandeira do Brasil no mastro mais alto.
Acho que era uma vez por semana. Os estudantes eram perfilados antes do início das aulas e, em formação militar, cantavam o hino nacional. Lembro vagamente que um dia eu mesmo, com oito ou nove anos, hasteei a bandeira. É uma lembrança esfumaçada, do tipo que vira verdade por preguiça, quando o trabalho de checar os fatos não vale a pena.
Não lembro muito bem dos três anos que passei lá, os primeiros de minha vida escolar – não os primeiros da minha educação formal, já que fui alfabetizado em casa pela minha irmã, que me ensinou também a fazer algumas contas. Morava em frente à escola, só saía de casa para a aula depois que soava o sinal. Na hora do recreio, ia até o muro, minha mãe atravessava a rua e me trazia um lanche – hoje os muros estão mais altos. Vivia pouco a escola. Ali praticamente só estudava. De tão próxima, foi algo um tanto distante.
Mas confesso que aquele lugar ainda é algum tipo de referência. Lembro da primeira coisa que devo ter escrito, antes de ser alfabetizado, talvez com uns cinco anos: o nome da escola. Em pé no quintal de casa, perto do portão, observei aqueles grafos pintados na fachada do prédio, do outro lado da rua. Então os desenhei com um lápis, copiando letra por letra, para depois mostrar para minha mãe, orgulhoso, aquela minha primeira obra literária rabiscada num pedaço de papel de embrulho de pão.
A propósito, naquele tempo ainda não se usavam esses saquinhos plásticos de supermercado, nem os de papel em que se colocam hoje os pães. Eles eram comprados na venda e iam para casa embrulhados num papel grosseiro, retirado de um rolo, como as lojas fazem hoje com os papéis de presente. Depois o pacote era amarrado com barbante. Em casa, o “papel de pão” nunca ia direto para o lixo. Virava escrita. Lembretes, pequenas listas de compras. Era o contato primitivo com a grafia.
Não sinto exatamente saudade da escola quando vou lá, mas não posso evitar um certo carinho por aquelas filas de salas de aula com as portas dando diretamente para o pátio, em corredores com cobertura, mas abertos como varandas, o conjunto todo assentado sobre um terreno irregular, no alto do morro. Talvez não possa voltar a visitá-la este ano, já que foi fechada há alguns meses. É uma pena. A Escola Básica Professora Otília Cruz foi, de certa forma, minha porta de saída para o mundo.
Acho que era uma vez por semana. Os estudantes eram perfilados antes do início das aulas e, em formação militar, cantavam o hino nacional. Lembro vagamente que um dia eu mesmo, com oito ou nove anos, hasteei a bandeira. É uma lembrança esfumaçada, do tipo que vira verdade por preguiça, quando o trabalho de checar os fatos não vale a pena.
Não lembro muito bem dos três anos que passei lá, os primeiros de minha vida escolar – não os primeiros da minha educação formal, já que fui alfabetizado em casa pela minha irmã, que me ensinou também a fazer algumas contas. Morava em frente à escola, só saía de casa para a aula depois que soava o sinal. Na hora do recreio, ia até o muro, minha mãe atravessava a rua e me trazia um lanche – hoje os muros estão mais altos. Vivia pouco a escola. Ali praticamente só estudava. De tão próxima, foi algo um tanto distante.
Mas confesso que aquele lugar ainda é algum tipo de referência. Lembro da primeira coisa que devo ter escrito, antes de ser alfabetizado, talvez com uns cinco anos: o nome da escola. Em pé no quintal de casa, perto do portão, observei aqueles grafos pintados na fachada do prédio, do outro lado da rua. Então os desenhei com um lápis, copiando letra por letra, para depois mostrar para minha mãe, orgulhoso, aquela minha primeira obra literária rabiscada num pedaço de papel de embrulho de pão.
A propósito, naquele tempo ainda não se usavam esses saquinhos plásticos de supermercado, nem os de papel em que se colocam hoje os pães. Eles eram comprados na venda e iam para casa embrulhados num papel grosseiro, retirado de um rolo, como as lojas fazem hoje com os papéis de presente. Depois o pacote era amarrado com barbante. Em casa, o “papel de pão” nunca ia direto para o lixo. Virava escrita. Lembretes, pequenas listas de compras. Era o contato primitivo com a grafia.
Não sinto exatamente saudade da escola quando vou lá, mas não posso evitar um certo carinho por aquelas filas de salas de aula com as portas dando diretamente para o pátio, em corredores com cobertura, mas abertos como varandas, o conjunto todo assentado sobre um terreno irregular, no alto do morro. Talvez não possa voltar a visitá-la este ano, já que foi fechada há alguns meses. É uma pena. A Escola Básica Professora Otília Cruz foi, de certa forma, minha porta de saída para o mundo.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Paranóia a bordo
O que faz a ameaça de um ataque terrorista a quem já sentiu no próprio território o que pode fazer uma bomba a bordo ou um avião carregado de combustível e de extremistas.
Depois que um nigeriano detonou uma pequena quantidade de explosivos num voo que aterrissava em Detroit (EUA) na noite de Natal, vindo de Amsterdã (Holanda), a mesma companhia aérea deu susto em passageiros de outro voo da mesma rota, no domingo.
Um novo candidato a terrorista, também nigeriano, trancara-se por meia hora no banheiro do avião. A tripulação suspeitou que ele poderia estar fazendo algo potencialmente perigoso lá dentro, como uma bomba.
— (Batidas na porta). Senhor, o que está fazendo aí dentro todo este tempo?
— O que acha que estou fazendo, americano idiota?
— Senhor, devo exigir que saia imediatamente deste banheiro!
— Se eu sair agora, todo mundo morre nesse avião!
— O senhor produziu uma bomba?
— Vá à merda você também!
E o piloto faz um pouso de emergência, as bagagens são retiradas e revistadas na pista do aereporto, os passageiros ficam três horas dentro do avião, agentes antiterrorismo sobem a bordo.
Tudo por causa de uma... indisposição.
domingo, 2 de agosto de 2009
Bobagera no blog C
Incorporei ao Blog C os posts do Bobagera, seu antecessor, publicados entre agosto de 2004 e fevereiro de 2009 (está tudo no "Arquivo do blog", na coluna da direita). Assim, toda a minha memória blogueira está concentrada aqui, no Blog C.
É interessante rever os arquivos e relembrar que tipo de assuntos eu costumava comentar na época. Tem quadrinhos, política, história, notícias da imprensa internacional e bobageras em geral.
Vou ver se consigo dar uma renovada nisso aqui e voltar a ter um blog ativo como antes.
É interessante rever os arquivos e relembrar que tipo de assuntos eu costumava comentar na época. Tem quadrinhos, política, história, notícias da imprensa internacional e bobageras em geral.
Vou ver se consigo dar uma renovada nisso aqui e voltar a ter um blog ativo como antes.
domingo, 14 de junho de 2009
Blog importado
E não é que funciona? Consegui importar os posts de um blog temporário que criei recentemente (o blog W) como parte de um curso à distâncias sobre jornalismo digital. Agora os posts estão aí, no meio dos posts originais do blog C. Acho que vou fazer o mesmo com meu primeiro blog, o Bobagera, hoje desativado, e concentrar tudo neste endereço.
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