Agora, um estudo realizado pelo Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular da Escola Paulista de Medicina, ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), traz ótimas notícias para os milhões de fãs da bebida: tomar diariamente até cinco xícaras pequenas de café passado em coador de pano ou filtro de papel não eleva os níveis de colesterol nem de triglicérides – as gorduras sangüíneas. "Essas formas de preparo impedem a passagem das gorduras do café. De quebra, quando combinado com dieta balanceada, ajuda a emagrecer", revela a nutricionista Rosana Perim Costa, autora da pesquisa. O cardiologista Francisco Fonseca, coordenador do setor, orientador do trabalho e professor, acrescenta: "Consumido dessa maneira, o café diminui a oxidação das gorduras do sangue, podendo até contribuir para reduzir a aterosclerose e as doenças cardiovasculares".
quinta-feira, 30 de setembro de 2004
Falando em café...
Eu sei que pesquisa científica é aquela coisa, o que hoje faz bem, amanhã pode ser considerado um veneno. Mas como sou fã do café, e para continuar o assunto da nota anterior, transcrevo aqui trecho de reportagem de Conceição Lemes publicada hoje no saite no mínimo:
Agora, um estudo realizado pelo Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular da Escola Paulista de Medicina, ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), traz ótimas notícias para os milhões de fãs da bebida: tomar diariamente até cinco xícaras pequenas de café passado em coador de pano ou filtro de papel não eleva os níveis de colesterol nem de triglicérides – as gorduras sangüíneas. "Essas formas de preparo impedem a passagem das gorduras do café. De quebra, quando combinado com dieta balanceada, ajuda a emagrecer", revela a nutricionista Rosana Perim Costa, autora da pesquisa. O cardiologista Francisco Fonseca, coordenador do setor, orientador do trabalho e professor, acrescenta: "Consumido dessa maneira, o café diminui a oxidação das gorduras do sangue, podendo até contribuir para reduzir a aterosclerose e as doenças cardiovasculares".
E de quebra, um cafezinho é muito bom.
Agora, um estudo realizado pelo Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular da Escola Paulista de Medicina, ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), traz ótimas notícias para os milhões de fãs da bebida: tomar diariamente até cinco xícaras pequenas de café passado em coador de pano ou filtro de papel não eleva os níveis de colesterol nem de triglicérides – as gorduras sangüíneas. "Essas formas de preparo impedem a passagem das gorduras do café. De quebra, quando combinado com dieta balanceada, ajuda a emagrecer", revela a nutricionista Rosana Perim Costa, autora da pesquisa. O cardiologista Francisco Fonseca, coordenador do setor, orientador do trabalho e professor, acrescenta: "Consumido dessa maneira, o café diminui a oxidação das gorduras do sangue, podendo até contribuir para reduzir a aterosclerose e as doenças cardiovasculares".
terça-feira, 28 de setembro de 2004
Da Arábia para o Ponto Chic
Devemos mais à cultura árabe do que costumamos imaginar, inclusive o hábito de tomar café. Em torno do ano 1000, os árabes começaram a preparar uma infusão com as cerejas do cafeeiro, já conhecidas por suas propriedades estimulantes, fervendo-as em água. Mas somente no século 14 foi desenvolvido o processo de torrefação, tornando a bebida mais parecida com o que temos hoje. Foi em Meca, na Arábia, que surgiram as primeiras cafeterias, conhecidas como Kaveh Kanes. O café conquistou a Europa a partir de 1615, trazido dos países árabes por comerciantes italianos. O hábito de tomar o café, principalmente em Veneza, estava associado aos encontros sociais e à música que ocorriam nas alegres Botteghe Del Caffè.
As cafeterias espalharam-se pela Europa durante o século 18. Durante tardes inteiras, jovens reuniam-se em torno de várias xícaras de café, discutindo o destino das nações, declamando poemas, lendo livros ou simplesmente passando o tempo. O Império Brasileiro, construído no século 19 graças à exportação de café, importou esses hábitos europeus, ainda que por aqui o boteco tenha feito mais sucesso. Da corte do Rio de Janeiro, o hábito de discutir as fofocas da política e de alcova em casas de café espalhou-se pelo Brasil. Um dos últimos representantes dessa tradição aqui em Florianópolis era o Ponto Chic, fechado há poucas semanas.
As cafeterias espalharam-se pela Europa durante o século 18. Durante tardes inteiras, jovens reuniam-se em torno de várias xícaras de café, discutindo o destino das nações, declamando poemas, lendo livros ou simplesmente passando o tempo. O Império Brasileiro, construído no século 19 graças à exportação de café, importou esses hábitos europeus, ainda que por aqui o boteco tenha feito mais sucesso. Da corte do Rio de Janeiro, o hábito de discutir as fofocas da política e de alcova em casas de café espalhou-se pelo Brasil. Um dos últimos representantes dessa tradição aqui em Florianópolis era o Ponto Chic, fechado há poucas semanas.
segunda-feira, 27 de setembro de 2004
Cabrito
Tenho desde 2002 um jipe Suzuki Vitara JLX, modelo 1993. Embora não seja propriamente um jipeiro - meu orçamento doméstico não permite a extravagância de arrebentar o carro em trilhas - gosto muito do Vitara. Mas nada comparado à paixão de Rafael Reis, um designer gráfico de 28 anos, ex-escoteiro, por seu jipe, um modelo semelhante ao meu. Reis criou o saite Cabrito, inteiramente dedicado ao seu Vitara. Feito por um profissional, a página é muito boa. Para quem se interessa por off-road e aventura, trata-se de um endereço digno de entrar para os favoritos. Nas várias seções, o jipeiro registra em texto e fotos suas aventuras nas trilhas da vida, dá dicas de mecânica, publica fotos de outros "zuks" (apelido carinhoso para os jipes Suzuki), e oferece links para comunidades de loucos por off-road na internet. Mantém ainda um cadastro que permite informar aos seus leitores, por e-mail, das atualizações do saite e uma curiosa seção de "notícias". Numa das últimas, o autor descreve como quebrou o diferencial dianteiro do jipe, com direito a inúmeras fotos demonstrando o estrago e os reparos. Coisa de quem tem uma bomba de gasolina no lugar do coração.
O Cabrito de Rafael Reis. O meu Vitara é bem mais comportado.
domingo, 26 de setembro de 2004
Puck man
O amigo Giancarlo, em comentário à nota anterior, trouxe à tona mais nostalgia dos anos 1980. Ele recorda dos tempos em que brincava com um Odyssey, videogame produzido no Brasil pela Phillips. O brinquedo de que fala o Gian era na verdade o Odyssey 2, lançado nos Estados Unidos pela Magnavox em 1978 - seis anos depois da primeira versão e um ano depois do Atari 2600. O Odyssey 2 foi o primeiro videogame com teclado completo, de 49 teclas, recurso que não pegou nos aparelhos que o sucederam. O Gian também cita outro tótem da cultura dos videogames, o jogo conhecido no Brasil como Come-Come ou Pac Man, que até hoje tem aficionados em versões para rodar no computador pessoal.
De acordo com o saite The Video Game Revolution, O Come-Come foi criado pela companhia japonesa Namco. Em 1980, os japoneses se associaram à America´s Midway e levaram o jogo para os Estados Unidos, com o nome Puck Man (algo como "Duende"). Por temor de que o público americano considerasse o nome ofensivo - a garotada logo o apelidaria de Fuck Man - o jogo foi rebatizado, antes do lançamento, de Pac Man, provavelmente uma referência ao som característico do personagem-título. Primeiro game a ter o nome de um personagem principal, o Pac man logo se tornou altamente popular, dando origem até a um desenho animado para tevê produzido pelos estúdios Hanna-Barbera. Pode-se dizer então que o Come-Come é um ancestral pré-histórico dos modernos jogos tipo Adventure, com personagens e enredo.
Gian também lembrou do Intellivision, seu sonho de consumo à época. Não era o único. Há até um saite destinado especialmente aos aficcionados-saudosistas do brinquedinho no Brasil. O Intellivision foi lançado nos Estados Unidos em 1979 pela Mattel (a mesma das bonecas Barbie). Para entrar no então crescente mercado de videogames, a empresa associou-se à General Instruments, que já tinha o projeto Gemini 6900. A qualidade dos gráficos, superior aos concorrentes Atari e Odyssey, tem uma explicação técnica. O Intellivision foi o primeiro videogame de 16 bits. Ele utilizava o processador CP1610, que funcionava a um clock de 800 Khz. Nada que se compare aos computadores pessoais de hoje, com seus clocks de 2 GHz, mas um assombro para a época. Com capacidade para processar mais dados em menos tempo, o Intellivision podia usar gráficos mais apurados nos jogos.
Pac Man, na versão jogo...
De acordo com o saite The Video Game Revolution, O Come-Come foi criado pela companhia japonesa Namco. Em 1980, os japoneses se associaram à America´s Midway e levaram o jogo para os Estados Unidos, com o nome Puck Man (algo como "Duende"). Por temor de que o público americano considerasse o nome ofensivo - a garotada logo o apelidaria de Fuck Man - o jogo foi rebatizado, antes do lançamento, de Pac Man, provavelmente uma referência ao som característico do personagem-título. Primeiro game a ter o nome de um personagem principal, o Pac man logo se tornou altamente popular, dando origem até a um desenho animado para tevê produzido pelos estúdios Hanna-Barbera. Pode-se dizer então que o Come-Come é um ancestral pré-histórico dos modernos jogos tipo Adventure, com personagens e enredo.
... e no desenho animado da Hanna-Barbera.
Gian também lembrou do Intellivision, seu sonho de consumo à época. Não era o único. Há até um saite destinado especialmente aos aficcionados-saudosistas do brinquedinho no Brasil. O Intellivision foi lançado nos Estados Unidos em 1979 pela Mattel (a mesma das bonecas Barbie). Para entrar no então crescente mercado de videogames, a empresa associou-se à General Instruments, que já tinha o projeto Gemini 6900. A qualidade dos gráficos, superior aos concorrentes Atari e Odyssey, tem uma explicação técnica. O Intellivision foi o primeiro videogame de 16 bits. Ele utilizava o processador CP1610, que funcionava a um clock de 800 Khz. Nada que se compare aos computadores pessoais de hoje, com seus clocks de 2 GHz, mas um assombro para a época. Com capacidade para processar mais dados em menos tempo, o Intellivision podia usar gráficos mais apurados nos jogos.
sábado, 25 de setembro de 2004
O primeiro videogame
Acabo de acrescentar importantes informações à minha inútil - porém divertida - cultura sobre os videogames. Escrevi duas notas sobre o Atari, um ícone da minha geração, e cheguei a chamá-lo de pioneiro desse tipo de brinquedo. O saite The Video Game Revolution: The History of Games corrige no entanto esse dado. A história é mais antiga. Em 1952 o americano A. S. Douglas criou o primeiro jogo de computador conhecido, Noughts and Crosses ("Zeros e Cruzes") como parte de sua tese de doutorado na Universidade de Cambridge. O primeiro videogame doméstico seria lançado em 1972, o Odyssey, que mais tarde chegou a ser vendido no Brasil (alguém lembra?). Criado por Ralph Baer e produzido pela Magnavox, o brinquedo rodava 12 jogos diferentes, incluindo um chamado Ping Pong. Baer ficou conhecido como o pai dos videogames. Em 1977, aparece o Atari 2600, o primeiro console multi-jogos. Diferente dos aparelhos anteriores, em que o videogame já vinha com um número limitado de jogos embutido no hardware, o Atari passou a usar os cartuchos, vendidos separadamente. Em 1979, quatro funcionários da Atari fundam a Activision, especializada na produção de jogos para o Atari 2600. Para quem se interessa pelo assunto, vale uma visita ao saite, que complementa um especial sobre o tema veiculado pela rede de tevê pública americana PBS.
sexta-feira, 24 de setembro de 2004
Barra Grande
A construção de uma hidrelétrica na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul poderia se tornar o centro de uma grande discussão sobre o futuro do país. Poderia, se os dois lados do debate tivessem a mesma potência de voz. Trata-se da usina de Barra Grande, no Rio Pelotas, região do Planalto Serrano, que teve a licença ambiental concedida na semana passada, como informou A Notícia na edição da última quarta-feira. A autorização do Ibama para que seja formado o grande lago da hidrelétrica foi saudada pelo governo federal. Os entraves para investimentos em produção de energia começam a ser superados, o que contribui para afastar o risco de um novo racionamento a partir de 2007 e para eliminar gargalos que impedem o sonhado crescimento sustentável da economia. Para o cidadão comum, isso significa mais emprego, a médio e longo prazo. Mas uma reportagem do saite ambientalista O Eco procura mostrar que nem tudo são flores. Há a Mata Atlântica no meio. Só que nessas circunstâncias, é difícil defender a floresta. O colunista Marcos Sá Corrêa deu voz a entidades ambientalistas catarinenses e internacionais. Elas denunciam que o Ibama teria liberado ilegalmente a licença, baseada num relatório fraudulento, permitindo a devastação de uma grande área protegida. Os ambientalistas já movem uma ação na Justiça Federal contra o licenciamento da hidrelétrica. Num país com tantos problemas para resolver ao mesmo tempo, é ainda mais difícil conciliar os interesses das gerações atuais e das futuras. Ou simplesmente cumprir a lei.
quinta-feira, 23 de setembro de 2004
Como caçar patos
Quem costuma dar algum crédito a todas as informações que recebe via internet deve dar uma olhada na coluna de hoje do Pedro Dória em no mínimo e no blog Coluna Extra, do jornalista Alexandre Gonçalves. O assunto é o mesmo: como um colunista com 15 anos de internet foi vítima - por mais de uma vez, confessa - de um hoax, um boato lançado na rede. No caso, trata-se do Sexkut, versão sexual do Orkut. O Sexkut foi um boato, na forma de uma página de internet criada especialmente para capturar patos, inventado pelo pessoal do Cocadaboa, saite humorístico que anda na moda - pricipalmente depois desse espisódio. Pedro Dória admite o erro, descreve como acabou sendo o pato alfa do boato e relembra que também foi enganado de maneira semelhante, há dois anos. Em seu favor, diga-se que não foi o único. Até jornalões como a Folha de São Paulo e O Dia compraram a pauta e entraram para a grande rede de patos do Cocadaboa. Os engraçadinhos anunciam agora que o serviço, de tanto interesse que despertou, vai começar a funcionar de verdade. Será que alguém vai levar a sério?
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