Certas profissões são mais perigosas do que parecem e o imponderável (podem chamar de sorte ou azar) pode ser a diferença entre a vida e a morte. Um catador de papel morreu numa rua de São José, na Grande Florianópolis, de uma forma absurda. Foi levemente ferido num atropelamento e socorrido pelo motorista envolvido no acidente. Estava na calçada aguardando atendimento dos bombeiros quando outro carro bateu no veículo estacionado e o arremessou contra o pobre coitado. Atropelado duas vezes, não resistiu.
Ontem, o operário Osvaldo Kunz, de 49 anos, teve mais sorte (ou menos azar). Trabalhava no conserto do telhado de uma escola quando caiu num local inacessível aos socorristas do Serviço de Atendimento Mérico de Urgência (Samu) e teve traumatismo craniano. Foi içado por um helicóptero da PM até o campo de futebol da escola, onde a ambulância o aguardava para levá-lo ao hospital. Sobreviveu.
sexta-feira, 28 de abril de 2006
domingo, 23 de abril de 2006
Blogue é imprensa?
A Apple está processando três blogueiros por divulgarem informações estratégicas da companhia. Os responsáveis pelos blogues apelaram para a legislação de imprensa, alegando o direito de não revelar as fontes. A Apple afirma que o argumento não vale, porque blogue não é imprensa. E agora? A notícia é do Estadão.
sábado, 8 de abril de 2006
Assaltaram o jornal O Estado!
Soube que ontem à tarde, dia de pagamento, ladrões invadiram a redação do moribundo jornal O Estado, em Florianópolis, e assaltaram as pessoas que estavam lá trabalhando. Sinto pelos amigos que trabalham lá, mas não dá para deixar de fazer piada com a coisa. Como disse o meu amigo Jacaré, ao saber da notícia: "mas que ladrão desavisado!". A turma não tá perdoando ninguém, nem os jornalistas de O Estado, que recebem salário com atraso de três meses, em parcelas e vales. Periga o ladrão ter ficado com pena e distribuído umas esmolinhas por lá. Antes tivessem ido direto à sala do dono do jornal, José Matusalém Comelli. Poderiam até não levar grande coisa, mas teriam cem anos de perdão.
quarta-feira, 5 de abril de 2006
O Estado
O blogue de César Valente, que reproduz a coluna do jornalista no Diário do Litoral, traz mais detalhes sobre o caso do jornal O Estado, agora sob nova direção. Especula o colunista que o "sócio oculto" de Adriano Kalil (que oficialmente comprou 40% de O Estado) seria o secretário estadual de Comunicação, Derly Massaud de Anunciação. O secretário nega. Mas há outros boatos, não mencionados por Valente. O tal "sócio oculto" seria um empresário português que estaria comprando vários pequenos jornais no país, alguns deles em Santa Catarina.
domingo, 2 de abril de 2006
Homem ao mar
Banho de mar é mais divertido longe da praia. Como esse aí, no meio da Baía Norte, em Florianópolis (a água nesse ponto da baía é limpa, é bom avisar). Amigão Giancarlo me convidou para velejar, levando ainda na tripulação Lauro Maeda. Só faltou um detalhe: o vento. O veleirinho foi tocado por um motor de 3,3 HP a maior parte do tempo. Mas valeu muito. Velejar é um dos programas mais legais que já pude experimentar.
quinta-feira, 30 de março de 2006
Notícias do Dia
Um amigo conversou com o jornaleiro de uma banca da esquina e teve a mesma impressão que relatei aqui na semana passada, quando começou a circular em Florianópolis um novo jornal popular, o Notícias do Dia. Contou o tal jornaleiro que, com a entrada do novo jornal, quem passou a vender menos foi o líder de mercado Diário Catarinense, exceto nos dias em que traz os classificados. Que aconteceria se o Notícias do Dia (vendido a R$ 0,50 o exemplar, contra R$ 1,50 do DC) começasse a fazer sucesso com seus próprios classificados?
terça-feira, 28 de março de 2006
O Estado
O blogue do jornalista Carlos Damião informou hoje o que pode ser o retorno do moribundo O Estado. O jornal mais antigo de Santa Catarina ainda em circulação (foi fundado em 1915) foi também o principal jornal do Estado até os anos 1980. Mas a concorrência do Diário Catarinense (criado em 1986 pelo grupo RBS) e uma má gestão acabaram transformando o "mais antigo" numa sombra do que foi. Apesar de manter o nome, o jornal deixou de circular em todo o Estado, trocou o formato grande (standart) para tablóide e tem hoje a circulação restrita a um punhado de assinantes teimosos na região de Florianópolis. Afundada em dívidas impagáveis, a empresa não encontrou comprador e a publicação caminhava para a extinção. Agora há um fato novo. Um empresário, ex-funcionário de O Estado, comprou 40% do jornal. A publicação será substituída por uma nova: "O Estado de Santa Catarina". O "estadinho" atual continuaria a circular, com periodicidade menor.
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