quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ficção

Decidi voltar à brincadeira de escrever ficção. A idéia é retomar a aventura que encarei em 2006 de escrever A Ilha, uma história feita em formato específico para publicação num blog, que rendeu depois uma continuação. Meu projeto passou a ser uma trilogia, mas a terceira parte nunca foi escrita.

Agora, em vez de escrever já esta prometida terceira parte, optei por um caminho diferente. Vou reescrever as duas primeiras partes de
A Ilha, descompactando aqueles posts antigos e estendendo um pouco mais o texto.

Assim quem sabe me animo e, no embalo, consigo escrever a terceira parte. E eventuais novos leitores podem seguir o fio dessa meada. A base da história não se altera com a nova versão.

sexta-feira, 27 de março de 2009

DC e Twitter pegam o ônibus

O diario.com.br fez hoje sua primeira experiência de reportagem usando o Twitter. O repórter Roberto Saraiva, da redação do site do Diário Catarinense, usou a ferramenta para contar ao vivo aos internautas a experiência de tomar um ônibus entre os terminais urbanos do Centro e Sul da Ilha, em Florianópolis, no primeiro dia de testes de um novo corredor exclusivo para o trasporte coletivo da cidade.

Roberto fez o trajeto com um celular à mão, postando no Twitter a partir do aparelho. Uma equipe do Hora de Santa Catarina — irmão mais novo do DC, de perfil mais popular — foi junto, fazendo a cobertura tradicional para os dois jornais. Ao mesmo tempo, o motorista da equipe fez o trajeto de carro.

Os leitores acompanharam pelo Twitter a experiência do repórter e as mudanças de última hora no sistema. No final, os membros da equipe de reportagem que fizeram o trajeto de carro e de ônibus chegaram ao mesmo tempo ao terminal do Sul da Ilha. Conclui-se que houve ganho de tempo, então, na viagem de ônibus.

O site do Diário Catarinense já usava o Twitter como uma espécie de RSS mais seletivo, avisando aos leitores-seguidores do perfil do DC sobre a publicação das notícias e conteúdos mais interessantes no site.

Hoje, a iniciativa dos repórteres Roberto Saraiva e Rodrigo Dalmônico (também do diario.com.br, que ficou na redação como apoio, e já usava o twitter para comentários sobre jogos de tênis em seu blog, o Deixadinha), avançou no uso do Twitter como ferramenta de reportagem.

Outras experiências como essa virão.

Em tempo: o DC também já teve outra experiência de cobertura pelo Twitter, quando a repórter Ticiane Aguiar acompanhou em Florianópolis o Twestival, encontro de twitteiros, em 12 de fevereiro. Mas o caso do corredor do ônibus é o primeiro numa reportagem propriamente dita, indo além da cobertura de um evento.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

26 de fevereiro

É, achei que precisava escrever algo hoje. A culpa é do papa. Não do cardeal Ratzinger, mas de um de seus antecessores, Gregório XIII. Foi ele quem mandou acertar o antigo calendário juliano com o relógio das estações, ainda no tempo em que o Brasil era um punhado de feitorias portuguesas no litoral no Nordeste. A decisão dele fez com que hoje, 26 de fevereiro, pudesse ser o dia do meu aniversário. E ainda de quebra me permitiu escrever esta tolice com alguma coerência histórica.

Adoro história. Coisa de velho.

Não é fácil ficar mais velho (embora a gente faça isso todo dia). Nâo é fácil a partir de um certo ponto, melhor dizendo. O cabelo vai ficando rarefeito e a barba teima em mostrar uns fiozinhos brancos na altura do queixo, à moda de um bode — ia dizer bode velho, mas está implícito. E tem gente cada vez mais jovem (em relação a você, lógico) a sua volta. Como é possível alguem ter nascido no fim dos anos 80? Curiosamente, esses jovens passam uma sensação estranha de saberem mais do que você, o velho.

Até os presentes de aniversário mudam. Adorei os presentes que estou ganhando. De verdade. Ganhei uma sandália (para não dizer um chinelo) e uma parafusadeira elétrica. Não são presentes de velho? Pois é, eu pedi os dois, era bem o que eu queria. Ainda bem que minha cunhada foi iluminada em algum ponto da viagem recente à Alemanha e me trouxe uma mochila da Adidas. Afinal, ainda resta um pouco do garotão que ia à escola, subia as trilhas da Lagoinha do Leste e acampava em Naufragados.

Existem algumas vantagens em somar dígitos à idade, claro. Não lembro de nenhuma agora, mas certamente há.

Acabo de lembrar. Às vezes algumas pessoas mais jovens olham para você com ar de dúvida, fazendo uma pergunta qualquer e esperando uma solução rápida e definitiva para a questão, como se você fosse o Google (ia dizer oráculo, mas isso é definitivamente coisa de velho). Eventualmente você sabe a resposta e ganha moral (menos do que pensa, mas já é alguma coisa). Se você não sabe, ganha uma oportunidade de aprimorar a arte milenar de enrolar quem sabe menos ainda. É um momento de glória.

Tudo bem, 37 anos talvez não sejam tanto. Mas vou treinando.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Barbearia virtual

Feche os olhos, coloque fones de ouvido e sinta-se como se estivesse numa barbearia cortando o cabelo. Dica do Dauro Veras, do DVeras em Rede.


O que pode fazer um texto aparentemente banal combinado com o bom uso de recursos sonoros.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Samba e Rock

Até que, finalmente, nos juntaram. A tal ponto que ficou difícil dizer onde começava um e terminava o outro. Era diálogo de violões, mas o que se escutava eram guitarras distorcidas. Era ritmo de pandeiro, mas parecia que ele tinha se transformado numa bateria pesada. Era melodia de samba, mas cantada como se aquilo fosse o mais puro rock'n roll.

Palavras da banda Mané Sagaz. Veja o resultado:




A dica é do Alexandre Gonçalves.

domingo, 1 de fevereiro de 2009