quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Blog C

Agora tenho também, outra vez, meu próprio blog:


Também conhecido como carlitocosta.blogspot.com

Leia-me lá!

Meus seis segredos

Quem me colocou na roubada foi o Maurício Oliveira, do Vida de Frila. Como fui convocado, e não convidado, estou na obrigação de contar meus seis segredos:

1 — Nunca aprendi direito a amarrar os sapatos. Só sei fazer o laço de cabeça para baixo. Também não sei fazer bola de chiclete nem assobiar alto, com dois dedos na boca.

2 — Tenho compulsão em preencher formulários. Cupons de promoção, declaração de imposto de renda, tabela de copa do mundo. Não posso ver quadradinhos num papel ou num site que vou enfiando letras e números.

3 — Falo sozinho. Muito. Me convenci de que ajuda a organizar o raciocínio, então tudo bem.

4 — Quando criança, chorava desesperadamente ao ver na TV os dinossauros da série Elo Perdido, mesmo com aquela animação tosca dos anos 70. Se duvidar a televisão ainda era uma Telefunken preto-e-branco.

5 — Sou um pouco distraído. Uma vez esqueci que tinha ido de carro ao centro e voltei para casa de ônibus.

6 — Tenho um minúsculo ponto eletrônico implantado atrás do ouvido, com conexão via satélite. Uma equipe do Google me sopra respostas quando alguém me pergunta algo que não sei. Claro que às vezes a conexão cai, ou eles estão no horário do lanche.

Agora tenho que convocar seis blogueiros para a mesma bobagem. Então lá vai:



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Anita em quadrinhos

Dica do colega Gabriel Rocha, que mantém o blog Quadriteca no diario.com.br: Anita Garibaldi, heroína das guerras dos Farrapos (no Sul do Brasil) e da unificação da Itália, ganha uma biografia em quadrinhos.

O trabalho está a cargo do cartunista paulistano Custódio, com apoio da Secretaria de Cultura de São Paulo. E o próprio autor mostra, num blog, o processo de criação.

Já entrou para os favoritos do Blog C. Ao lado do hilário Wagner & Beethoven, o blog Anita Garibaldi é um belo casamento entre as linguagens de HQ e dos blogs.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Blogs viram jornal impresso nos EUA

Saiu no site do Estadão na sexta-feira, mas só agora eu li, graças ao Magoo, que me enviou o link:

Claire Cain Miller, The New York Times

Em meio ao alvoroço dos pessimistas, que insistem que os jornais estão à beira da morte, uma nova empresa pretende abrir dezenas de novos - com uma mudança. O Printed Blog, novo jornal de Chicago, será feito com postagens retiradas diretamente de blogs na internet, terá anúncios locais e será distribuído gratuitamente.

Leia a matéria completa aqui.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O blog de Obama

Instalado na Casa Branca, o presidente Barack Obama colocou imediatamente sua equipe de comunicação para trabalhar. Uma das primeiras mudanças, logo no dia seguinte à posse, se vê no site da presidência dos Estados Unidos da América. A Casa Branca agora tem um blog.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Terra do Nunca

Assisti na sexta-feria ao filme Em busca da terra do nunca, de 2004, sobre o autor de Peter Pan. Inspirada em fatos reais, o filme mostra o escritor inglês James Barrie tentando ajudar quatro crianças que já haviam perdido o pai e estavam prestes a tornarem-se também orfãos de mãe. Da relação de Barrie com as crianças, cimentada com brincadeiras em que a fantasia do escritor se mistura à dos garotos, nasce a peça Peter Pan.

É um filme triste e bonito, que presta uma bela homenagem ao autor de uma jóia da literatura universal. Peter Pan é Peter, um dos quatro meninos, mas é também um pouco do próprio Barrie. O escritor acredita que a infância acaba num momento, que não dura mais de 30 segundos. Ele identifica esse momento em sua própria vida e o presencia na de George, irmão do Peter real. "As crianças não deveriam dormir. Sempre acordam um dia mais velhas, até que a infância acaba", diz o personagem James Barrie.

Assim que puder, vou tentar ler Peter Pan. E recomendo o filme.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Widget de notícias

Diário Catarinense

Últimas notícias

Carregando...



Acrescentei uma novidade ao blog. É o widget de notícias do diario.com.br, o site do Diário Catarinense, onde trabalho. Agora o site oferece um código html que permite acrecentar a qualquer site uma "janelinha" com as últimas notícias do DC. No blog, funciona melhor que o RSS que eu tinha antes.

O widget está aí na coluna da direita do blog. É só clicar nas notícias.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Voar


Desta vez gostei do folder que recebi da American Express. Para você ver como é a informação escrita. De tanto insistir, um dia ela, se não acerta, chega perto do alvo. Pelo menos conseguiram mexer com a minha imaginação.

A cada duas semanas, já faz vários meses, recebo uma carta oferecendo um cartão de crédito da Amex. Eles não descobriram ainda que eu não atendo a um requisito básico exigido pela administradora: não tenho renda comprovada de até R$ 8 mil. E lá vem propaganda pelo correio.

Agora eles divulgam uma promoção em que as compras com o cartão valem cupons para concorrer a três prêmios, que eles chamam de "mitos velozes". Um deles é um Porsche 911 Carrera 4 (diz a publicidade que é o único no Brasil) e o outro uma Harley-Davidson Night Rod Special. Nada mau.

Mas foi o terceiro prêmio que me atraiu mais: uma viagem a Nova York, Boston, Quebec e Toronto, com direito a um vôo num caça supersônico. Criativos, não?

domingo, 11 de janeiro de 2009

PC

Atitudes e discursos "politicamente corretos" me incomodam um pouco. As aspas também são por conta desse incômodo. Uso a expressão consagrada na falta de uma melhor, mas não concordo lá muito com ela. O politicamente correto se coloca como um elemento da democracia, ao se dispor a ser porta-voz de minorias que não conseguem se fazem ouvir. Mas sempre me soa como algo autoritário, por rejeitar de antemão qualquer verdade que nao seja a sua.

A política é um cabo-de-guerra em que um grupo tenta puxar o poder para si, seja convencendo a opinião pública (em sistemas democráticos) ou pela força (quando em geral degenera para conflitos armados). Assim, algo só pode ser "politicamente correto" quando encarado do ponto de vista de um grupo. De outro ponto de vista (e não necessariamente o do adversário) pode não ser tão correto assim.

Mas o problema não está em defender um ponto de vista, o que é saudavelmente democrático. Parte do problema é o discurso de guerrilha: tudo o que o outro diz é mentira; tudo o que eu digo é verdade e, se você não concorda comigo, ou é ingênuo, ou está a serviço do outro.

Tentando explicar melhor, o que me incomoda não é nem o discurso politicamente correto. É a moda que diz que você precisa agir e falar em conformidade com esse discurso. Para ser inteligente, é preciso ser contra a morte de animais, em qualquer hipótese (o que não implica em ser contra a morte de seres humanos, em qualquer hipótese). É preciso ser absolutamente a favor dos palestinos e absolutamente contra Israel. É preciso ser antiamericano. É preciso ser a favor do sistema de cotas. É preciso ser contra as privatizações. É preciso usar esta ou aquela palavra, para não ser preconceituoso. É preciso ser contra o FMI (essa perdeu a graça, agora que o Brasil não depende mais do fundo) e contra o Banco Mundial. É preciso abolir as sacolas plásticas.

Não há problema em adotar nenhuma dessas posições, que fique claro. Mas elas deveriam ser resultado de alguma reflexão, e não um pressuposto. Parece ser o que ocorre, muitas vezes: quem discorda é por definição um reacionário ou um desinformado que não merece ser ouvido. E a certeza é nociva à razão. É a dúvida que nos fazer entender e aprender.

Um dia, na universidade, um grupo de ativistas do movimento estudantil interrompeu uma aula para nos convidar a uma assembleia: "vamos lá tirar uma posição contra a reforma universitária, porque isso nos afeta". Se é para tirar uma posição "contra", então ela já está tomada. O que eu vou fazer lá? Esse tipo de coisa me incomoda.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Guerra em Gaza

Guerras não têm justiticativa. São um recurso extremo adotado pelos estados quando a diplomacia torna-se incapaz. Ninguém quer entrar numa guerra e nenhuma guerra é justa. Mesmo assim, é preciso compreender as guerras, o que não significa aceitá-las. Ou chega-se à conclusão, tão falsa quanto ingênua, de que todos os generais e soldados são idiotas.

É fácil condenar Israel no caso dos ataques em Gaza: um estado "atômico", que ignora solenemente resoluções da ONU porque tem grandes aliados com poder de veto no Conselho de Segurança — o mais notável deles, claro, os Estados Unidos.

A superioridade bélica de Israel também é indiscutível, comparada a vizinhos que nem sequer contam com um governo independente (Cisjordânia e Faixa de Gaza), quanto mais um exército. São grupos de guerrilheiros empunhando rifles AK-47, bombas amarradas ao corpo e foguetes soviéticos de curto alcance e poder de destruição limitado contra alguns dos combatentes mais experientes e bem armados do mundo.

Mais do que as armas, Israel usa como estratégia de defesa duas grandes cartas de que dispões no cenário político internacional: a forte influência da comunidade judaica na política americana e o remorso europeu. A Comunidade Européia (notadamente alemães e italianos, mas também ingleses e franceses) é impedida de posicionar-se contra um estado judeu por uma barreira psicológica. Os europeus ainda carregam a culpa pelo morticínio da Segunda Grande Guerra.

Mas Israel pode não ter outra alternativa contra um vizinho que tem a destruição do estado judeu como objetivo declarado. O Hamas, grupo árabe que controla a Faixa de Gaza, jamais abandonou essa posição — ao contrário da Fatah, facção palestina no controle da Cisjordânia, que negocia com Israel e admite conviver com judeus ao lado. 

O Hamas não chama Israel de "estado", mas de "entidade sionista". É uma referência ao sionismo, movimento criado por judeus europeus no fim do século XIX em torno do sonho de reunir os judeus dispersos pela Europa num território próprio, que resultou na fundação de Israel com aval da ONU, após o holocausto.

Para o Hamas, Israel não pode existir como Estado e tem de ser destruído. Os judeus devem sair. Vivos ou mortos. Tal posição não decorre de um simples preconceito antijudeu, mas do fato de que a criação de Israel ser considerada uma invasão do território palestino ocupado por árabes há dezenas de séculos. Com a saída dos britânicos, que dominaram a região até a Segunda Guerra, os palestinos esperava ter a terra onde viviam para si — e não dividi-la com judeus europeus, que sequer têm relação étnica (apenas religiosa) com os antigos habitantes da região. 

Mas como Israel pode negociar com um inimigo que só aceita como solução do conflito a eliminação do oponente? O que fazer quando esse inimigo, ainda que incapaz de levar a cabo tal "solução final", ataca com foguetes e homens-bombas o território de um estado reconhecido pela ONU? Qual é o limite aceitável de uma reação militar nesse cenário? Nâo são perguntas tão fáceis de responder.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Twitterfeed

Criei uma conta no Twitterfeed e a configurei para que os posts do blog C sejam publicados automaticamente também no Twitter. Vamos ver se funciona.

Atualizado às 15:28

E não é que funcionou?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Hífen

Assim como fiz com os acentos, decidi elaborar um pequeno guia com o que sobrou das regras de uso do hífen, depois do acordo ortográfico. Mas receio que a lista de regras do hífen não seja tão útil quando a dos acentos. Vale como instrumento de consulta.

Decorar todas as regras do hífen, além de maçante, não garante uma escrita 100% de acordo com a nova ortografia. Alguns empregos contém exceções que obrigam a uma consulta caso a caso a listas de palavras.

De qualquer modo, pouca coisa mudou. Da mesma forma que fiz com os acentos, listei apenas os casos em que o hífem continua valendo, ignorando as supressões. As regras agora são estas:

Hífen

Regra geral

O hífen é usado quando a justaposição
de duas palavras cria uma terceira,
com sentido diferente da expressão
formada pelas mesmas palavras sem o hífen.

Exceção*

Quando se perde a noção de que a
palavra é composta, os dois elementos,
passam a ser aglutinados, sem hífen
(mandachuva, paraquedas, pontapé).

Regras especiais

Nomes de lugares

Iniciados pelos adjetivos grã e grão
(Grã-Bretanha, Grão-Pará)

Iniciados por verbo
(Passa-Vinte, Quebra-Costas)

Elementos ligados por artigo
(Trás-os-Montes, Baía de Todos-os-Santos)

Espécies de animais e plantas

Todos
(couve-flor, tigre-de-bengala)

Palavras iniciadas por "mal"

Quando o elemento seguinte
começa com vogal ou h
(mal-amado, mal-humorado)

Palavras iniciadas por "bem"

Quando o elemento seguinte
começa com vogal ou h
(bem-amado, bem-humorado)

Em alguns casos*, na ligação com
elemento iniciado por consoante
(bem-dito, bem-nascido, bem-criado)

Iniciadas por além, aquém, recém ou sem

Todos
(além-mar, recém-casado, sem-terra)

Locuções

Em geral não levam hífen, exceto em
alguns casos já consagrados* pelo uso
(água-de-colônia, arco-da-velha,
cor-de-rosa, mais-que-perfeito,
pé-de-meia, ao deus-dará,
à queima-roupa)

Encadeamentos de palavras

Todos
(ligação Lisboa-Madri,
sentido norte-sul,
ponte Rio-Niterói)

Inciadas por prefixos

Segundo elemento começa por h
(anti-higiênico, pan-helenismo),
exceto com os prefixos des e in,
quando a palavra perdeu o h
(desumano, inábil).

Prefixo termina na mesma vogal
que o elemento seguinte
(anti-imperialista, micro-onda),
exceto, em geral, com o
prefixo co (cooperar, coobrigar)

Circum e pan, quando o segundo
elemento começa por vogal, m, n ou h
(circum-navegação, pan-americano)

Hiper, inter e super, quando
o segundo elemento começa por r
(hiper-realista, inter-relacionado)

Ex, vice, soto, sota e vizo
(ex-prefeito, vice-campeão, sota-vento)

Pós, pré e pró, quando o segundo
elemento tem vida à parte
(pré-julgar, pós-graduação, pró-reitor)

Verbos

Na ênclise ou mesóclise
(partir-lhe, amá-la-ei)

Na próclise, em formas como no-lo, vo-la
(esperamos que no-lo comprem)

Advérbio eis

Quando forma ênclise
(eis-me, ei-lo)

*dúvidas sobre casos como estes serão resolvidas com a publicação do novo Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras, prevista para o fim de fevereiro.